No lusco-fusco entre sono e vigília, aqui, no quintal de casa, a chuva caindo terna neste sábado, dois minutos atrás, fui despertado por esta sentença me assoprada na orelha:
'Era como se eu não me houvesse. Havia um deus me existindo antes de mim? Havia um deus me havendo, me juntando partes, cerzindo a toalha que, sendo eu, quararia no varal, o sol pleno?! Ao vento, ao vento, ao vento... Deus do ceu, que medo de não me ser dono!'
Não sei o que fazer com isso. Portanto, deitei-o aqui como chegou a mim. Espero que seja poesia porque, do contrário, será loucura.
Cordiais!
sábado, 12 de dezembro de 2009
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5 comentários:
San, fique tranquilo: é poesia.
"Perdi-me do nome
hoje podes chamar-me de tua"...
"A distância do fundo é tão longe"...
"E o amor é tão longe"...
"E a dor é tão perto"...
Na realidade o Pedro Abrunhosa escreveu que "a distância do fundo é tão pequena"...
Sorry baby.
Sanzoca,
Essa questão quem pode responde-la é o próprio Pessoa, no rótulo de Ricardo Reis:
"Segue o teu destino
regue as tuas plantas,
ama as tuas rosas
O resto é sombra
de árvores alheias.
A realidade sempre é mais ou menos
do que nós queríamos,
Só nós somos sempre
iguais a nós próprios.
Suave é viver só
grande e nobre é sempre
viver simplesmente.
deixa a dor nas aras
como ex votos aos deuses
...
Mas serenamente
imita o Olimpo
no teu coração
Os deuses são deuses
porque não se pensam".
Amigo Santana, é poesia. Mas que não nos aprofundemos neste tema por demais. Dizem que pode levar à loucura...
Abraço.
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