Garoa e friozinho em São Paulo. Matiz de cinza. Mexendo em meus 'alfarrábios' encontrei este poema do Rilke e resolvi trazê-lo até aqui.
A hora inclina-se e toca em mim
com claro bater metálico.
Os sentidos me tremem. Sinto: eu posso!
E colho o dia plástico.
Nada estava acabado antes de eu ver,
todo o devir aguardando em quietude.
Maduros meus olhares; a cada um,
como uma noiva, chega a coisa ansiada.
Nada é pequeno para mim: gosto de tudo
e tudo eu pinto sobre ouro com grandeza
e bem alto o levanto - sem saber de quem
vai a vida libertar.
Escrevendo aqui, este me remeteu Fernando Pessoa em:
' Para ser grande, sê inteiro.
Nada teu exagera ou exclui
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és, no mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda brilha
Porque alta vive'
Até logo mais.
sábado, 5 de dezembro de 2009
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Um comentário:
Ambos lindos. Não conhecia este Rilke. Adorei...."sem saber de quem vai a vida libertar".
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